A corrida eleitoral ao governo do Paraná começa o ano marcada por incertezas em um cenário tão volátil que não poupa sequer o favorito nas pesquisas de intenção de votos no estado. Quem tem nome forte, não tem consenso partidário para as eleições no Paraná. Quem tem uma sigla de peso ainda não tem um nome de consenso respaldado.
O contexto local tem, de um lado, o senador Sergio Moro (União-PR) na liderança das últimas pesquisas de intenção de voto registradas na Justiça Eleitoral, fator que o alça a favorito neste início de ano eleitoral.
Porém, o ex-juiz da Lava Jato sofre internamente por causa da disputa com o PP, que deve formar com o União Brasil a maior federação do país após homologação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Apesar do apoio nacional do União Brasil, Moro terá que convencer o PP paranaense a lançar oficialmente a candidatura pela nova federação União Progressista sob risco de ficar fora da urna eleitoral.
De outro lado, o grupo político do governador Ratinho Junior (PSD) adia o lançamento da pré-candidatura do nome escolhido para disputar nas urnas o que seria a continuidade da gestão atual e que possa fazer frente ao senador Moro. Os cotados para o posto de candidato a governador pelo PSD são o ex-prefeito de Curitiba e secretário estadual de Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca; o secretário paranaense das Cidades, Guto Silva, e o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), Alexandre Curi.
