Há cerca de quatro décadas, um brasileiro resolveu dar uma guinada radical na própria vida. Cansado da rotina nas cidades, "corrida dos ratos", da pressão constante, dos impostos e das exigências do sistema, ele decidiu simplesmente desaparecer do convívio urbano e se instalar no meio da mata.
Desde então, vive de forma totalmente isolada, sem eletricidade, sem internet e sem qualquer conforto moderno. Sua única companhia são dois cães e, de forma curiosa, uma cascavel que costuma aparecer por perto. Segundo ele, a cobra nunca o atacou e faz parte do equilíbrio natural do lugar, sendo apenas mais um elemento da floresta.
O homem diz que trocou a insegurança da vida urbana pela simplicidade da sobrevivência. Planta parte do que consome, caça quando necessário e aprendeu a respeitar os limites da natureza. Para ele, essa escolha representa liberdade verdadeira: viver sem contas, sem patrão e sem depender das regras da sociedade.
Uma história que divide opiniões, mas que levanta uma reflexão: até que ponto o progresso que para a maioria é a verdadeira corrida dos ratos, embora sem perceber, realmente nos aproxima de uma vida melhor?

