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Pesquisa Real Time mostra Lula líder e 2º turno apertado
Pesquisa Real Time mostra Lula líder e 2º turno apertado
Por Administrador
Publicado em 04/03/2026 07:59
Eleições 2026
Pesquisa Real Time mostra Lula líder e 2º turno apertado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) largou na frente no 1º turno de um cenário nacional medido pela Real Time Big Data, mas viu a disputa endurecer no 2º turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em empate técnico.

A pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-09353/2026, foi feita entre sexta-feira (28) e domingo (2), com recortes por região que mostram um Brasil partido, o Nordeste puxando Lula para cima, e o Sul virando o jogo a favor do bolsonarismo.

No cenário estimulado de 1º turno, Lula aparece com 39%, seguido de Flávio com 32%. O governador Ratinho Junior (PSD-PR) marca 9% e fica com a terceira colocação, enquanto o governador Romeu Zema (Novo-MG) surge com 2%. Brancos e nulos somam 7% e 7% dizem não saber ou não responder.

O retrato regional explica o aperto nacional. No Sudeste, Lula tem 36% e Flávio 34%, com Ratinho em 9%. No Nordeste, Lula abre vantagem, 47% a 23%, e Ratinho mantém 9%. No Sul, Flávio lidera com 38%, Lula fica com 31% e Ratinho cresce para 14%, seu melhor desempenho regional.

No Norte, a disputa vira empate, Lula 38% e Flávio 38%, com Ratinho em 6%. No Centro-Oeste, novo empate, 37% a 37%, e Ratinho em 7%.

Quando o foco vai para o 2º turno, o clima de plebiscito volta. Lula e Flávio aparecem numericamente colados, 42% a 41%, caracterizando empate técnico. No confronto Lula x Ratinho, o presidente lidera por 43% a 39%, um resultado que não enterra o governador, mas mostra que a estrada nacional ainda não está asfaltada.

O senador Flávio Bolsonaro até aparece competitivo nos números, mas a realidade política é mais ingrata: a direita está rachada, os líderes brigam por protagonismo e isso mina palanques, verba e tempo de TV onde mais importa, especialmente no Sul e no Sudeste, que exigem coalizão e disciplina de campanha.

Já o governador Ratinho Junior vende a fantasia do Planalto, mas paga a conta em casa. Ao esticar a corda nacional, ele abriu brecha para a sucessão estadual no Paraná escorrer por entre os dedos, com aliados se movendo por conta própria e o campo governista ficando sem comando claro, o que enfraquece sua própria narrativa de “gestor que controla o jogo”.

No fim, o que parece força nas planilhas vira fragilidade no terreno. Sem unidade à direita e sem rédea firme no Paraná, o projeto nacional de ambos tende a andar com as pernas bambas, e a eleição não perdoa improviso.

A leitura central é que Lula segue favorito no Brasil, mas o jogo ficou mais curto porque a direita entrou rachada, com palanques conflitando e lideranças disputando espaço, o que reduz a tração de Flávio fora da bolha do bolsonarismo raiz.

No Sul, que deveria ser a âncora desse campo, o cenário vira disputa de hegemonia, e Ratinho Junior aparece como peça que embaralha ainda mais ao perder o controle da própria sucessão no Paraná enquanto acena para o Planalto. Ele está sob ameaça de debandada no PSD, até 4 de abril.

Continue acompanhando os bastidores da política e do poder .

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