"Nos últimos anos, a realidade no meio rural do Paraná está em dissonâncisa com o faturamento da concessionária de energia Copel. Enquanto pecuaristas e agricultores de todas as regiões do Estado têm contabilizado prejuízos milionários com perdas na produção em razão de quedas recorrentes no fornecimento de energia elétrica e/ou oscilações na tensão da rede, a empresa contabilizou lucro líquido de R$ 2,66 bilhões em 2025”.
Com essa argumentação, a Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná) anunciou que tomou a frente de uma ampla ação no sentido de cobrar da empresa os danos causados pela mortalidade constante de animais, principalmente frangos e peixes, e pela queima de equipamentos ocasionadas pelos frequentes apagões no meio rural.
“Essas situações de falta de energia e perdas dentro da porteira se tornaram recorrentes no meio rural, com o prejuízo sempre ficando com o produtor rural. Isso é inadmissível. A Copel precisa achar uma solução o quanto antes”, justificou o presidente Ágide Eduardo Meneguette. “O produtor rural está sofrendo horrores com os problemas no fornecimento de energia elétrica, resultando em perdas por mortalidade e prejuízo financeiro. Não dá mais para admitir a qualidade atual do serviço da Copel”, acrescentou.
Na semana passada, por exemplo, o produtor Paulo Michelon, de Tupãssi, teve um prejuízo estimado em R$ 9 milhões causado por uma queda de energia que deixou cerca de 900 quilos de tilápia já prontas para abate sem oxigenação necessária. Mas os danos maiores tem sido de avicultores, e em diferentes regiões do Paraná.
Vale lembrar que desde 2023 a Copel tem uma gestão privada, uma vez que o Estado vendeu o controle acionário em leilão na Bolsa de Valores de São Paulo, por R$ 3,1 bilhões. Atualmente, a empresa atende 4,5 milhões de unidades consumidoras em quase 400 municípios do Paraná e também de Santa Catarina. (Foto: Divulgação Sistema Faep)