Poder político para instrumento fora da lei:
240 candidatos nas eleições deste ano possuem pelo menos um auto de infração ambiental válido em seu nome.
As infrações somam mais de R$ 213 milhões em multas registradas. Partidos conservadores, (de direita e centro-direita) concentram a maior parte dessas candidaturas.
Esses candidatos com multas milionárias e poder econômico consolidado acabam encontrando nas siglas e consequente mandato, um atalho para ter força política em benefício próprio, prevaricar a legislação e escapar de multas e crimes ambientais.
Na prática, é apenas a instrumentalização da estrutura partidária para converter influência econômica, muitas vezes gerada à margem da lei, em poder político, com o objetivo adicional de tentar asfixiar a capacidade estatal de controle de quem os puniu.
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