Tarcísio sente Alckmin no retrovisor enquanto Haddad lidera o Senado em São Paulo, segundo pesquisa da Paraná Pesquisas divulgada nesta quarta-feira (11). O levantamento reacende a hipótese trabalhada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reorganizar a disputa paulista com o atual vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na corrida ao Palácio dos Bandeirantes, movimento que inquieta o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), hoje tensionado com parte do clã Bolsonaro.
O estudo está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob nº SP-04650/2026 e ouviu 1.580 eleitores em 78 municípios entre 6 e 10 de fevereiro de 2026. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com 95% de confiança. As entrevistas foram presenciais e domiciliares, com auditoria mínima de 30% dos questionários.
Alckmin encosta, Tarcísio reage
No cenário estimulado em que Tarcísio enfrenta Alckmin, o governador marca 48,5% contra 29,9% do vice-presidente. A diferença é relevante, mas o dado central está na tendência: Alckmin reaparece competitivo, especialmente na Região Metropolitana.
Em eventual segundo turno entre ambos, Tarcísio teria 56,0% ante 35,1%. Ainda há gordura para o governador, mas o retorno de Alckmin ao jogo estadual altera a correlação de forças.
O Planalto avalia que a candidatura de Alckmin recompõe pontes com o centro e neutraliza parte da direita moderada. Lula trabalha a hipótese de oferecer ao MDB a vaga de vice na chapa presidencial, abrindo espaço para que o PSB concentre forças em São Paulo.
Nos bastidores, a relação de Tarcísio com setores bolsonaristas deixou de ser linear. O governador tenta equilibrar a base conservadora com agenda própria. O ruído interno fragiliza sua blindagem política.
Senado com Haddad na frente
Na disputa ao Senado, o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) lidera com 36,5% das citações no cenário estimulado, em que o eleitor pode escolher dois nomes.
A ministra do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) aparece com 31,3%, consolidando a segunda vaga. Capitão Derrite (PP) surge com 29,9%.
O desenho indica vantagem do campo progressista para as duas cadeiras em jogo. Haddad capitaliza a visibilidade econômica. Marina mantém base consolidada entre eleitores urbanos e ambientalistas.
Metodologia e registro
A pesquisa foi realizada entre 6 e 10 de fevereiro de 2026, com 1.580 entrevistas presenciais em 78 municípios do estado. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2,5 pontos percentuais para os resultados gerais. O registro no TSE é SP-04650/2026.
O jogo paulista ganhou temperatura. Tarcísio ainda lidera, mas Alckmin volta ao centro do palco. No Senado, Haddad desponta e Marina se consolida. Lula observa, calcula e reposiciona peças.
A sucessão em São Paulo começa a sair do automático.
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