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Centro de Direitos Humanos cobra medidas urgentes diante de superlotação na Penitenciária de Cascavel
Centro de Direitos Humanos cobra medidas urgentes diante de superlotação na Penitenciária de Cascavel
Por Administrador
Publicado em 21/08/2026 08:27
Policial
Centro de Direitos Humanos cobra medidas urgentes diante de superlotação na Penitenciária de Cascavel

O Centro Regional de Direitos Humanos de Cascavel (CRDH) divulgou uma carta de manifestação pública nesta quinta-feira (20) em que alerta para a situação da Penitenciária Estadual Thiago Borges de Carvalho (PETBC) e cobra medidas urgentes das autoridades.

Segundo a entidade, a unidade foi projetada para receber aproximadamente 900 detentos, mas atualmente abriga mais de 1.800 pessoas, número que representa o dobro da capacidade nominal.

O CRDH afirma que a superlotação provoca um cenário de tensão e eleva os riscos para todos que vivem ou trabalham no ambiente prisional, incluindo pessoas privadas de liberdade, agentes penitenciários, funcionários terceirizados e familiares.

Entidade defende servidores

Na manifestação, o Centro Regional de Direitos Humanos também declara apoio aos agentes públicos e trabalhadores terceirizados que atuam na penitenciária.

A entidade sustenta que os profissionais precisam ter condições de trabalho seguras e salubres, além de estrutura e efetivo compatíveis com as atividades desenvolvidas.

O documento também questiona situações de sobrecarga e possíveis desvios de função, principalmente quando trabalhadores são expostos a riscos sem o devido suporte operacional.

Para o CRDH, a responsabilidade pela falta de vagas e pelo déficit de efetivo não pode ser transferida aos servidores que atuam diretamente no sistema prisional.

Direitos dos presos e famílias

A carta também manifesta solidariedade às pessoas privadas de liberdade e aos familiares.

O CRDH destaca que, embora a prisão restrinja a liberdade de locomoção, outros direitos fundamentais permanecem assegurados, incluindo a integridade física e moral.

Na avaliação apresentada pela entidade, a superlotação compromete condições relacionadas à saúde, alimentação, segurança e ressocialização dos detentos.

O documento afirma ainda que a falta de um ambiente adequado pode contribuir para ciclos de violência que ultrapassam os muros da unidade e atingem toda a sociedade.

CRDH cobra medidas das autoridades

Diante do cenário apresentado, o Centro Regional de Direitos Humanos de Cascavel reivindica uma série de providências às autoridades governamentais e ao Poder Judiciário.

Entre os pedidos estão a adoção de medidas para reduzir a superlotação, a reavaliação de novas entradas na unidade e a aplicação de alternativas previstas na legislação.

A entidade também cobra a correção de possíveis desvios de função, recomposição do quadro de servidores e garantia de segurança aos agentes penitenciários e funcionários terceirizados.

Outro ponto levantado é a necessidade de apuração de denúncias de agressões e de garantia de condições mínimas de habitabilidade e atendimento à saúde das pessoas privadas de liberdade.

O CRDH também pede celeridade nas obras e investimentos estruturais, com a definição de um cronograma para o início e a conclusão da nova unidade penitenciária anunciada para Cascavel.

A manifestação foi assinada pelo Centro Regional de Direitos Humanos de Cascavel e divulgada nesta quinta-feira (20).

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