A pressão é grande, segundo informações de bastidores, mas quem conhece Assis Gurgacz tem fundamentadas dúvidas se que ele vai aceitar ser o primeiro suplente de Gleisi Hoffmann, já devidamente definida como principal candidata da esquerda paranaense ao Senado Federal nas eleições de outubro próximo.
Convite nesse sentido foi feito pessoalmente ao empresário cascavelense durante recente encontro em Foz do Iguaçu e do qual, além da própria Gleisi, também participaram o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Ênio Verri, e o diretor de Coordenação da Binacional, Carlos Carboni.
Mesmo encarando o convite como motivo de grande satisfação, já que escolhas desse tipo são um privilégio de poucos, Gurgacz tem se mostrado inclinado a recusá-lo já que, na plenitude de seus 85 anos, tem buscado reduzir o trabalho para dedicar mais tempo à família, além do que havia assumido anteriormente o compromisso de coordenador a campanha do filho Acir, que será novamente candidato ao Senado por Rondônia.
Ele, que já foi suplente do filho no primeiro mandato e chegou a assumir uma cadeira no Senado provisoriamente – o que se repetiria seguramente como suplente de Gleisi caso Lula seja reeleito presidente -, foi o principal interlocutor do trabalho de bastidor que culminou com a duplicação do Contorno Oeste e, no presente momento, tem desempenhado papel fundamental também na luta pela construção do sonhado Anel Viário de Cascavel, megaprojeto que começará a ser elaborado em mais alguns dias e também deverá ser financiado por Itaipu. (Foto: Reprodução redes sociais)