“As abóboras se ajeitam no andar da carruagem”, já diz um provérbio antigo e muito conhecido. E pelo andar das carruagens modernas, o mesmo vale para o novo pedágio, reconhecido como uma necessidade já que o poder público não dispõe do orçamento necessário para melhorar a malha viária, mas que pode (e deve) ser acompanhado de forma perene no que se refere aos valores e às obras previstas em contrato.
E como o pedágio antigo, que no cantar dos pneus se revelou totalmente danoso aos usuários, este também chegou eivado de polêmicas não só pelos valores, mas também pela sistemática de cobrança debatida em audiência pública realizada na noite passada, na Assembleia Legislativa do Paraná.
Convocado pelos deputados Ney Leprevost e Fábio Oliveira e realizado horas depois de o também deputado Luiz Cláudio Romanelli entrar com ação na Justiça Federal realtiva ao Lote 4, o debate da Alep também reuniu prefeitos e demais lideranças e foi centrado em cima do argumento de que o pedágio eletrônico é uma “ilegalidade cometida pelas concessionárias e muito especialmente pelo Ministério dos Transportes e pela Agência Nacional de Transportes Terrestres, os responsáveis pela gestão dos contratos de concessão”.
Apesar de estar ocorrendo em uma véspera de eleição, momento oportuno para que os deputados mostrem serviço e conquistem a renovação de seus mandatos, essa discussão só será válida uma vez que seja duradoura a ponto de assegurar que, desta feita, tudo seja feito às claras e se evite as surpresas desagradáveis dos contratos antigos. (Foto: Orlando Kissner/Alep)