Durante uma abordagem policial realizada na região, os agentes se depararam com uma situação totalmente inusitada e preocupante: um veículo parado à beira da rodovia transportava grande quantidade de carne de cavalo, armazenada e conduzida de forma totalmente irregular.
O que chama atenção é que, em alguns países e regiões do mundo, o consumo de carne equina é legalizado e culturalmente aceito, desde que siga regras rígidas de abate, inspeção veterinária e transporte sanitário.
Países onde o consumo de carne de cavalo é comum e legalizado:
• França
• Bélgica
• Itália
• Japão
• Cazaquistão
• Mongólia
Nesses locais, o equino é abatido em frigoríficos específicos, com registro oficial, inspeção sanitária e rastreabilidade, exatamente como ocorre com bovinos.
O problema NÃO é apenas o consumo — é a forma.
No caso desta ocorrência, a carne:
• Não tinha procedência conhecida
• Não apresentava selo de inspeção
• Estava sendo transportada fora de qualquer padrão sanitário
• Representava risco grave à saúde pública
No Brasil, o abate de equinos para consumo humano é extremamente restrito e só pode ocorrer em locais credenciados e fiscalizados. Transporte clandestino de carne, seja bovina, suína ou equina, é crime sanitário.
Esse tipo de prática levanta um alerta importante:
nem sempre o risco está no prato… às vezes começa no transporte.
A fiscalização existe exatamente para proteger a população e garantir que o que chega à mesa seja seguro.
