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Anel de Pedágios “fecha” Estradas Alternativas, Eleva Custo no Paraná e Reacende Debate sobre FerroNorte, a Ferrovia de Cianorte
Anel de Pedágios “fecha” Estradas Alternativas, Eleva Custo no Paraná e Reacende Debate sobre FerroNorte, a Ferrovia de Cianorte
Por Administrador
Publicado em 04/02/2026 09:39
PEDÁGIO
Anel de Pedágios “fecha” Estradas Alternativas, Eleva Custo no Paraná e Reacende Debate sobre FerroNorte, a Ferrovia de Cianorte

Com o leilão do Lote 4 das rodovias do Paraná realizado em 23 de outubro de 2025, e com a previsão de início de cobrança em abril de 2026, a região Noroeste se depara com a iminente instalação de um novo anel de pedágios que praticamente elimina rotas alternativas gratuitas, intensificando a dependência do transporte rodoviário.

Enquanto políticos regionais celebram o resultado do leilão como um marco histórico que garantirá a duplicação das rodovias, a análise fria dos números aponta para um custo médio de cerca de R$ 0,25 por quilômetro (R$ 2,50 a cada 10 km) pago pelos usuários. Esse valor, que subsidiará obras como o Contorno Leste de Londrina, gera o temor de um “festejo de problemas futuros”, com o encarecimento de todos os setores produtivos regionais.

Quatro Praças na PR-323 e Aumento no Custo da Viagem

O projeto prevê a instalação de quatro praças de pedágio que cercam a região e tornam o deslocamento entre cidades-polo drasticamente mais oneroso. Serão 4 novas praças de pedágios em menos de 170 km da Pr323 entre Maringá, Cianorte, Umuarama e Guaíra. Em Cianorte a praça deve ficar entre sede urbana e trevo de São Lourenço. Em Jussara, próximo a ponte do Rio Ivaí. Em Umuarama deve ficar próxima a réplica da “Torre Eifel” e em Francisco Alves na saída para Guaíra.

Abaixo, o detalhamento das praças e o custo estimado de viagens de ida e volta para veículos de passeio (com o desconto de 21,30% aplicado):

Professor Stallone Ribeiro Alerta sobre “Festejo de Problemas Futuros”

A manobra do governo em concentrar uma obra bilionária de Londrina no mesmo lote que atende o Noroeste tem sido duramente criticada nas redes sociais, como o perfil @profsta, do Professor Stallone Ribeiro. Ele questiona o otimismo político e alerta para o efeito cascata.

O Professor Stallone Ribeiro alertou para o impacto socioeconômico: “Enquanto se celebra a duplicação, ignora-se que a conta é cara demais e será paga, em grande parte, pelo Noroeste. O custo médio de R$ 0,25 por quilômetro, embora melhor que o passado, ainda é um peso enorme para o setor produtivo. O que estamos vendo é a consolidação de um anel de pedágios que não deixa o usuário fugir. Pagar essa tarifa elevada e subsidiar uma obra distante não é progresso, é transferir o custo para o setor produtivo. Essa celebração de hoje pode se transformar em um festejo de problemas futuros, com o aumento do custo de frete e, consequentemente, da inflação que afetará o preço dos alimentos e produtos para toda a população.”

A FerroNorte, ferrovia de Cianorte como Resposta Logística

Diante do modelo de pedágio que encarece o transporte, o debate sobre a necessidade de alternativas logísticas ganha força. A FerroNorte, a ferrovia de Cianorte, que está abandonada há décadas, é apontada como a principal solução para aliviar a pressão e os custos da malha rodoviária.

O Professor Stallone Ribeiro defende que a reativação da Ferrovia é fundamental para a sobrevivência econômica regional, estadual e até para o escoamento internacional:

“A FerroNorte não é um sonho do passado, é uma necessidade urgente de futuro. Nenhuma região produtiva de grande porte pode depender de 100% de transporte rodoviário, especialmente com tarifas de pedágio em patamares tão elevados. A reativação desta ferrovia, abandonada por gestões anteriores, é o caminho mais econômico e sustentável para integrar a produção do Noroeste ao Mercosul e baratear os serviços de transporte. O governo precisa olhar para este ativo subutilizado como a verdadeira alternativa para o desenvolvimento regional, e não apenas para mais pedágios.”

O leilão do Lote 4, portanto, não apenas consolida o novo pedágio, mas também realça a fragilidade logística do Noroeste Paranaense, que agora exige um investimento massivo no setor ferroviário para equilibrar a balança econômica.

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