A Câmara dos Deputados gastou mais de R$ 7 milhões com auxílio-moradia a parlamentares em 2025.
O benefício foi pago a 133 deputados que ficaram excluídos da distribuição de apartamentos funcionais, outra regalia concedida pela Casa.
Além dos próprios salários, os deputados que não conseguem um imóvel administrado pela Câmara recebem uma “ajuda” mensal de R$ 4,2 mil para bancar o próprio aluguel. Os parlamentares ainda podem complementar o auxílio com até R$ 4 mil da cota mensal de recursos destinada a despesas do mandato.
Segundo dados da Câmara, desde a posse dos atuais deputados em 2023, foram desembolsados R$ 21,7 milhões com auxílios-moradia.
Criado na década de 70 como temporário sob a justificativa de falta de imóveis funcionais, o auxílio-moradia se tornou permanente à medida que o déficit de unidades habitacionais da Câmara foi crescendo.
As regras da Câmara dos deputados estabelecem que parlamentares com mandato têm direito a um apartamento em Brasília. Hoje, 399 unidades administradas pela Câmara são habitáveis, mas há 513 parlamentares.
A Câmara tem adotado estratégias para reduzir a carência de apartamentos e também para diminuir os gastos com auxílio-moradia. Uma das medidas é a reforma de dois prédios residenciais em Brasília para disponibilizar 96 novos apartamentos funcionais — volume que não deve ser suficiente para zerar o déficit.
A Casa deve gastar R$ 100 milhões com as obras nos edifícios localizados na Asa Norte. A entrega, que antes estava prevista para 2026, deve ocorrer apenas em maio de 2027, segundo a própria Câmara dos Deputados.