Durante os anos 1980 e 1990, os Dodges nacionais atravessaram um período de forte desvalorização no Brasil. Com o encerramento das atividades da Chrysler no país e os reflexos prolongados da crise do petróleo, modelos como Dart, Charger e Magnum passaram a ser considerados pouco viáveis para o uso cotidiano, principalmente por causa do elevado consumo de combustível. Nesse contexto, muitos veículos foram abandonados, sucateados ou até trocados por bens domésticos, como geladeiras e rádios, retratando o baixo prestígio que esses carros tiveram na época.
Foi nesse cenário que o paulista Alexandre Badolato transformou um sonho de infância em um trabalho contínuo de preservação histórica. O interesse pelos Dodges surgiu ainda jovem, após o primeiro contato com um Dart do avô, experiência que marcou definitivamente sua relação com a marca. Em 1990, ele adquiriu seu primeiro Dodge com a intenção de preservar o modelo, mas, com o tempo, novas aquisições surgiram e a iniciativa evoluiu naturalmente para o colecionismo e para a restauração de veículos clássicos.
Com o passar dos anos, o projeto se ampliou e passou a incluir não apenas os Dodges nacionais, mas também a preservação da memória de outros automóveis históricos. Além dos modelos da Chrysler, Badolato também resgata a história de carros de outras marcas que marcaram época no Brasil, como Chevrolet, Ford, reunindo documentos, relatos e veículos que ajudam a contar diferentes capítulos da indústria automobilística nacional.
