A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) reagiu à acusação do candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, neste domingo (27), e divulgou nota afirmando que não produziu, autorizou nem participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas à eleição.
Flávio tinha afirmando que pessoas de dentro da CNBB teriam ajudado o PT a espalhar o boato de que ele articularia a retirada do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida.
"Atribuir à CNBB participação em estruturas de produção ou disseminação de desinformação, sem fatos e provas que sustentem tal afirmação, atinge injustamente a instituição e não contribui para a serenidade e a responsabilidade que devem caracterizar o processo eleitoral. A mentira não se combate com outra mentira", diz trecho da nota da CNBB.
Nesta segunda (28), Flávio manteve a acusação contra adversários políticos. Disse que a informação foi "potencializada pelo PT" e compartilhada, sem apresentar provas, pela primeira-dama, Janja Lula da Silva, e pela candidata ao Senado Simone Tebet (PSB). "A todos os católicos, agradeço a confiança e digo que isso não existe. Nossa Senhora é a Padroeira do Brasil", declarou.
O candidato afirmou ainda que é evangélico, mas respeita todas as religiões e quem não tem religião.
A controvérsia chegou à Justiça. Na sexta-feira, 25, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a remoção de publicações sobre o tema. No domingo, 27, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), derrubou a ordem em relação a uma postagem do humorista Antonio Tabet, que havia recorrido ao Supremo.
Para Dino, não havia demonstração suficiente de ilicitude que justificasse a restrição à liberdade de expressão e religiosa. Flávio Bolsonaro recorreu da decisão de Dino, e o ministro decidiu enviar o caso ao plenário. Com informações do Estadão Conteúdo.
Fotos: Mauro Pimentel/AFP, Thiago Leon/Santuário Nacional e Luiz Lopes Jr/CNBB