Vacas magras:
A Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias, divulgou um estudo no mínimo preocupante. Pesquisadores da estatal dizem que cerca de 40 a 50% dos produtores rurais poderão deixar a atividade até 2040. Com maior tendência sobre pecuária, pequenos e médios agricultores.
A saída da atividade ocorre pela soma de fatores diversos: falta de adaptação tecnológica, custos elevados e sucessão familiar.
O aumento da pressão por produtividade, para obter margens financeiras, o uso intenso de inovação digital e sustentável que favorecem fazendas altamente tecnificadas.
Margens de lucro cada vez mais estreitas, muito próximo de igualar o saldo da planilha entre receita e despesas e até prejuízo por qualquer desequilíbrio na produção, entre eles climáticos, deixam a atividade no negativo e com acúmulo de passivos financeiros grandes, por conta de empréstimos, juros elevados e baixas receitas da propriedade.
O crescimento do modelo corporativo de produção em larga escala faz a oferta de produtos ser alta, sobre tudo as commodities como: soja, carne entre outras... em detrimento a baixa renda de produtores menos capitalizados com menores investimentos e pouca tecnologia.
Ainda, a sucessão familiar: dificuldade dos sucessores em manter a propriedade por mentalidade diferentes, imediatistismo, inexperiência e tendência para vida urbana.