Alvaro Dias (MDB) lidera o primeiro voto para o Senado no Paraná com 20%, segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada na segunda-feira, 27 de julho, mas ainda não confirmou que estará na urna. A Superlive do Blog do Esmael revelou o conflito entre o capital eleitoral do ex-senador e as condições políticas que ele exige para concorrer.
A Quaest entrevistou presencialmente 1.104 eleitores entre 21 e 25 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob o número PR-04818/2026.
No cenário de primeiro voto com todos os nomes, Alexandre Curi (Republicanos), Deltan Dallagnol (Novo) e Gleisi Hoffmann (PT) aparecem com 10% cada. Filipe Barros (PL) tem 8%. Alvaro mantém dez pontos de vantagem sobre o grupo imediatamente seguinte, diferença superior à margem de erro.
Valdomiro Cantini afirmou na Superlive que conversa com Alvaro e atribuiu ao ex-senador a condição de concorrer apenas numa chapa ampla, vinculada ao grupo governista e apoiada por prefeitos e deputados. Trata-se de uma declaração relatada pelo jornalista, não de decisão formal do MDB ou de homologação convencional.
A exigência produz um impasse. O PSD confirmou Alexandre Curi como candidato ao Senado, e a entrada de Alvaro criaria uma dupla forte no bloco de Sandro Alex (PSD). Ao mesmo tempo, reduziria o espaço de Cristina Graeml (PSD) e exigiria acordo entre partidos que ainda negociam o Governo do Paraná.
O destino de Rafael Greca também interfere. O MDB marcou convenção para 2 de agosto e precisa decidir se sustenta candidatura própria, negocia com Sandro ou se aproxima de Sergio Moro (PL). Alvaro pode ser ativo de qualquer composição, mas a preferência pessoal relatada por Cantini limita os caminhos.
Alvaro perdeu a disputa de 2022 para Moro quando havia apenas uma vaga. Em 2026, duas cadeiras serão renovadas, mas a competição reúne Curi, Deltan, Gleisi, Filipe e outros nomes. Liderar em julho reduz o risco eleitoral; não resolve o palanque partidário.