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Moro lidera com 39%, Requião tem 18%, Greca 12% e Sandro 7%
Moro lidera com 39%, Requião tem 18%, Greca 12% e Sandro 7%
Por Administrador
Publicado em 27/07/2026 09:38
POLITICA
Moro lidera com 39%, Requião tem 18%, Greca 12% e Sandro 7%

Sergio Moro (PL) lidera a disputa pelo governo do Paraná com 39% das intenções de voto, enquanto Requião Filho (PDT) tem 18%, Rafael Greca (MDB) registra 12% e Sandro Alex (PSD) aparece com 7%, segundo a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira, 27 de julho. O instituto ouviu presencialmente 1.104 eleitores entre 21 e 25 de julho; a margem de erro é de três pontos percentuais e o levantamento está registrado na Justiça Eleitoral sob o número PR-04818/2026.

O resultado coloca Moro 21 pontos à frente de Requião Filho no cenário mais amplo do primeiro turno. A vantagem contrasta com a fragilidade do candidato apoiado pelo governador Ratinho Junior (PSD): embora 81% dos entrevistados aprovem a administração estadual, apenas 7% declaram voto em Sandro Alex.

A pesquisa apresenta uma contradição que passa a comandar a sucessão estadual. Ratinho Junior conserva aprovação elevada, 68% avaliam positivamente seu governo e 63% consideram que ele merece eleger o sucessor. O capital político do governador, porém, ainda não chegou ao nome escolhido pelo Palácio Iguaçu.

Na comparação com a pesquisa Quaest de abril, Moro avançou de 35% para 39%, Requião Filho permaneceu com 18% e Sandro Alex passou de 5% para 7%. Como os levantamentos possuem margem de erro de três pontos, a variação de Sandro não permite afirmar crescimento fora da oscilação amostral. Os números e a metodologia foram confirmados pela cobertura do Blog do Esmael da pesquisa.

No primeiro cenário, Greca marca 12%, Luiz França (Missão) e Tony Garcia (DC) têm 1% cada. Os indecisos representam 15%, enquanto 7% pretendem votar em branco, anular ou não comparecer.

Sem Tony Garcia, Moro conserva 39%, Requião Filho vai a 19%, Greca permanece com 12% e Sandro alcança 8%. Sem Greca e Tony, Moro registra 40%, Requião Filho sobe para 24%, Sandro chega a 9% e Luiz França marca 2%.

A retirada de Greca beneficia principalmente Requião Filho, que ganha seis pontos em relação ao cenário completo. Sandro avança apenas dois pontos. O dado indica que, neste estágio da campanha, o eleitorado do ex-prefeito de Curitiba não migra automaticamente para o candidato governista.

A liderança de Moro também aparece nas simulações de segundo turno. O senador vence Requião Filho por 48% a 29%, supera Greca por 47% a 25% e derrota Sandro Alex por 50% a 18%.

Nos confrontos sem Moro, a disputa fica mais equilibrada. Greca tem 33% contra 32% de Requião Filho, resultado que configura empate técnico pela margem de erro. Requião Filho vence Sandro por 37% a 20%, enquanto Greca supera o candidato do PSD por 36% a 18%.

Os números ainda não representam uma decisão consolidada. Para 64% dos entrevistados, o voto para governador pode mudar até a eleição. Apenas 35% afirmam que a escolha é definitiva. Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, campanhas, alianças e palanques ainda disputarão uma maioria móvel do eleitorado.

Requião Filho enfrenta o maior índice de rejeição: 47% dizem conhecê-lo e não votar nele. Moro tem rejeição de 34%, seguido por Greca, com 32%. Tony Garcia registra 23%, Sandro Alex, 17%, e Luiz França, 10%.

A rejeição limita a capacidade de crescimento de Requião Filho, mas não apaga sua posição de principal adversário de Moro no primeiro turno. Greca permanece competitivo e aparece numericamente empatado com o pedetista numa disputa direta.

Para Sandro, o problema é anterior ao segundo turno. O candidato precisa transformar a aprovação de Ratinho Junior em intenção de voto sem depender apenas da presença do governador no palanque. A Quaest mostra que o eleitor aprova a gestão, mas ainda separa essa avaliação da escolha do sucessor.

A saúde lidera a lista de problemas do Paraná, citada por 28% dos entrevistados. Violência aparece com 14%, educação com 8% e infraestrutura com 5%. Corrupção, desemprego e pobreza ou desigualdade registram 4% cada.

A agenda indicada pelos eleitores também cria uma cobrança sobre o governo estadual. Uma administração aprovada por 81% ainda enfrenta a saúde como principal problema para mais de um quarto da população pesquisada. A campanha terá de explicar como pretende preservar a avaliação positiva do governo e responder às áreas nas quais a demanda pública permanece aberta.

A Quaest entrega três desafios distintos. Moro precisa sustentar a liderança durante a campanha e conter sua rejeição de 34%. Requião Filho necessita reduzir a rejeição de 47% para ampliar seu teto eleitoral. Sandro Alex precisa demonstrar por que a popularidade de Ratinho Junior ainda não se converteu em votos para sua candidatura.

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