Offline
Menu
Gaeco apura fraudes envolvendo Hospital Universitário de Cascavel
Gaeco apura fraudes envolvendo Hospital Universitário de Cascavel
Por Administrador
Publicado em 09/07/2026 11:36
GERAL
Gaeco apura fraudes envolvendo Hospital Universitário de Cascavel

O Ministério Público do Paraná acaba de divulgar em seu site que o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) cumpriu, na manhã desta quinta-feira (9), seis mandados de busca e apreensão domiciliar nos municípios paranaenses de Cascavel, Maringá, Curitiba, Marialva e Londrina, além de Aquiraz, no Ceará, todos relacionados a suposta fraude que vinha ocorrendo dentro do Hospital Universitário.

Os mandados foram expedidos pela 4ª Vara Criminal da Comarca de Cascavel e, de acordo com o MP, “cumpridos no âmbito da segunda fase da Operação Raio X, que apura os crimes de frustração do caráter competitivo de licitação, corrupção ativa e corrupção passiva”. 

“As investigações apontam a existência de um esquema de manipulação de concorrências públicas promovidas pelo Hospital da Unioeste para a contratação de empresa responsável pela manutenção preventiva e corretiva de equipamentos radiológicos do Centro de Imagens da unidade”, continua a informação do MP, ressaltando que durante o cumprimento dos mandados, “foram apreendidos documentos e mídias digitais que passarão por perícia técnica e análise do Gaeco”.

 

O ESQUEMA CRIMINOSO

Segundo as investigações, um grupo de pessoas manipulava a fase interna dos pregões eletrônicos realizados pelo Hospital Universitário, elaborando orçamentos fictícios e preenchendo cotações prévias com valores previamente ajustados para direcionar os contratos e elevar os preços de referência constantes dos editais.

Na fase externa das licitações, as empresas participantes do conluio deixavam de promover uma disputa efetiva de lances, permitindo que a empresa favorecida fosse declarada vencedora com descontos mínimos e valores muito próximos ao limite máximo estabelecido pela administração pública.

Em contrapartida ao direcionamento das licitações e à posterior contratação da empresa beneficiada, o esquema previa o pagamento de vantagens indevidas a um servidor público que exercia a função de chefe do Centro de Imagens e fiscal dos contratos.

As investigações também identificaram que as transferências de valores seguiam um padrão reiterado, sendo realizadas em datas próximas aos pagamentos efetuados pelo Hospital Universitário às empresas contratadas pelos serviços prestados. (Divulgação MP)

Comentários

Chat Online