O governador Carlos Massa Ratinho Junior já avista o fim da sua passagem de 8 anos na função. Há um cidadão nesse contexto, como todos os outros que passaram e deixaram marcas, positivas e negativas.
Ratinho, terá pelo resto de sua vida a carga da história que escreveu, com certeza, pelo menos um grande erro irá perturbar sua consciência por todos os dias que viverá, com mandato ou sem.
A venda da Copel sem dúvidas será a marca de muito peso negativo para o daqui a poucos meses ex governador. Terá que conviver no subconsciente com esse incômodo psicológico para sempre, um erro com "marca de irresponsabilidade".
A Copel não era uma empresa quebrada. Era uma das maiores empresas do Paraná, lucrativa e estratégica para o desenvolvimento do Estado.
A promessa da privatização foi leviana e talvez mal intencionada: foi iludido? Creio que não. Um governante precisa se fundamentar na essência, da política, da vida, na coerência e nas justificativas técnicas. Mas, a promessa da ilusão para vender a Copel foi de mais eficiência, melhores serviços, benefícios e bem-estar para a população. Não é o que se vê!
A realidade atual mostra o contrário, ineficiência, o povo SEM LUZ e sem ter para quem reclamar, muitos cidadãos, contribuintes, produtores estão recorrendo à aquisição de energia elétrica própria com motor a diesel grupo gerador, com um custo elevado no investimento e na produção de energia. Onde chegamos! Nos confins dos anos anteriores ao Clic Rural do ex governador José Richa, que levou luz da Copel às propriedades rurais do PR.
Hoje, com a Copel nas mãos do capitalismo temos:
• Interrupções constantes no fornecimento.
* Contas de energia mais caras.
* Venda de imóveis e outros ativos da Copel.
* Distribuição bilionária de dividendos aos acionistas, enquanto a companhia anuncia foco em ampliar a remuneração do mercado...
Para quem se opôs à privatização desde o início, a pergunta continua sem resposta.
Se a Copel já dava lucro e era patrimônio dos paranaenses, por que vendê-la? E por que, depois da privatização, a prioridade passou a ser, remunerar acionistas enquanto cresce a insatisfação, o descaso com os consumidores!
Sem dúvidas, Ratinho gravou uma marca muito negativas na sua biografia.
A história julgará e dirá muito sobre essa decisão irresponsável. Mas, para a maioria, a venda da Copel será lembrada como o capítulo mais controverso do governo da era "moleque Ratinho" governador.
