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Muito imposto, pouco retorno para a sociedade
Muito imposto, pouco retorno para a sociedade
Por Administrador
Publicado em 20/06/2026 13:05
Curtas.
Muito imposto, pouco retorno para a sociedade

Muito imposto, pouco retorno para a sociedade.

O Brasil voltou a aparecer na última colocação entre os países que mais arrecadam impostos no mundo quando o assunto é retorno desses recursos para a população. 

A informação faz parte da 15ª edição do Índice de Retorno de Bem-Estar à Sociedade (IRBES), elaborado pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT).

O levantamento mostra que o país ocupa a última posição pelo 15º ano seguido. O indicador avalia o equilíbrio entre a carga tributária e os benefícios que chegam aos cidadãos por meio de serviços públicos, qualidade de vida e desenvolvimento social. Para chegar ao resultado, o estudo considera o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), responsável por 85% da nota, além do peso de 15% referente à carga tributária.

Em 2024, a arrecadação brasileira representou 32,32% do Produto Interno Bruto (PIB), percentual semelhante ao observado em diversas economias desenvolvidas. Apesar disso, o Brasil registrou IDH de 0,760 e obteve a menor pontuação do ranking, sinalizando baixa eficiência na conversão dos tributos arrecadados em benefícios concretos para a população.

Segundo a análise, mesmo arrecadando valores próximos aos registrados por países como Reino Unido, França e Alemanha, o desempenho brasileiro em indicadores sociais continua inferior. Para o IBPT, o cenário evidencia desafios relacionados à gestão dos recursos públicos e reforça a necessidade de maior transparência e eficiência na aplicação dos gastos.

Na liderança do ranking aparece a Irlanda, que ocupa o primeiro lugar pelo sétimo ano consecutivo. Em seguida surgem Suíça, Coreia do Sul, Estados Unidos e Austrália. Entre os países da América do Sul avaliados no estudo, Uruguai e Argentina apresentaram resultados superiores aos do Brasil.

O levantamento volta a colocar em discussão a eficiência do gasto público e a necessidade de mudanças que garantam aos contribuintes um retorno mais efetivo dos impostos pagos.

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