Contra o bom senso e os princípios da educação pública estabelecidos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, a Câmara Municipal de Curitiba aprovou, em primeira discussão, o projeto de lei nº 005.00149.2025, que leva para as escolas municipais o modelo cívico-militar cultuado por um projeto político ultra conservador com fins de transformar a sociedade ainda mais alienada.
Inserir policiais militares em escolas que atendem o ensino básico é mais uma prova da irresponsabilidade dos 23 vereadores que votaram a favor dessa anomalia chamada “militarização do ensino”.
Com o argumento de reforço à "disciplina e valores cívicos" essa modalidade foi ganhando corpo no Paraná e drenando recursos das escolas públicas tradicionais para um modelo que que afronta a educação voltada à cidadania, a independência das pessoas e desenvolvimento de consciência crítica.
A experiência do governo Ratinho já demonstrou o fracasso da modalidade que está envolta em denúncias de abusos físicos e psicológicos.
Aguardado o Julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade que o PT e o PSOL ajuizaram no Supremo Tribunal Federal para enterrar, de uma vez por todas, essa distorção que ameaça o ensino.