Em cima do muro:
Kassab vem dando pontos para uma possível costura com o PT.
O PSD está pressionando Kassab contra aliança com o PT e, o motivo é bem menos ideológico do que parece.
E não, não é porque viraram “anti-PT raiz” de repente.
O que está acontecendo de verdade?
O PSD é um partido conhecido por uma coisa:
"não ter lado fixo". Seu lado é o do interesse do bolso dos seus pares.
Ele atua com:
governo Lula, aliados contra e
governadores de diferentes espectros.
É o famoso partido que joga em todos os lados, deu vantagem, vai junto.
E o interesse republicano?
"Não interessa"!!!
Só que isso começou a incomodar dentro do próprio partido.
Por que estão pressionando o Kassab?
1. Medo de perder votos.
Muitos candidatos do PSD dependem de eleitor mais:
conservador antipetista
ligado ao bolsonarismo.
Se o partido se aproxima do PT, o risco é direto:
perder voto na base.
E político sem voto vira ex-político rapidinho.
2. Disputa em São Paulo
São Paulo é o ponto central dessa briga.
O PSD está muito ligado ao grupo do governador Tarcísio de Freitas.
Se Kassab fecha com o PT:
cria conflito com esse grupo
pode perder espaço político no estado
3. Projeto nacional do PSD.
O partido cresceu muito e quer mais protagonismo.
Hoje, ele é um dos maiores do país, com centenas de prefeitos.
Isso significa:
quer ser “terceira via”
não quer ficar colado nem em Lula nem contra o PT.
Se gruda no PT, perde essa imagem.
4. Pressão interna (cada um puxando pra um lado). "O seu lado próprio"!
O PSD é praticamente um condomínio político:
uma ala puxa pro governo Lula, outra puxa contra, mas a maioria puxa mesmo para "sobreviver eleitoralmente".
Resultado:
Kassab fica no meio do fogo cruzado.
Então por que isso é tão delicado?
Porque Kassab sempre jogou assim:
sem se comprometer 100% com ninguém
Mas agora a pressão aumentou porque:
eleição tá chegando
os lados estão mais polarizados
ficar “neutro” ficou mais difícil.
No fim, Kassab tá naquele papel clássico dele:
equilibrando interesses, tentando agradar todo mundo…
e correndo o risco de não agradar ninguém.
Mas no final o que realmente quer, é ficar junto com quem vencer as eleições.
Critério injusto:
Pessoas com dívidas é uma realidade para quase 80% das famílias, sendo que 30% delas já enfrentam atrasos nos pagamentos. Entretanto, uma análise do Sebrae revela um cenário ainda mais desafiador e injusto para as mulheres: elas arcam com juros significativamente mais altos em seus empréstimos. Anualmente, a diferença chega ser 44% a mais do que o valor pago pelos homens.
As taxas médias de juros para o público feminino alcançam cerca de 29,3% ao ano, enquanto para o masculino, o percentual é de 20,3%. Essa discrepância ocorre na forma como as instituições financeiras calculam o "risco de crédito", avaliando histórico de pagamentos e garantias.
Se liga patriota:
A equipe econômica ligada ao pré-candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) estuda medidas em que benefícios previdenciários e assistenciais passem a ser corrigidos apenas pela inflação, sem aumento real, afetando aposentadorias, salário mínimo e outros benefícios pagos a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
Ainda, gastos mínimos obrigatórios com saúde e educação seriam desvinculados das receitas da União, decisão contrária ao que diz a Constituição, que determina percentuais mínimos para aplicação da receita corrente líquida em saúde e educação.
Em declarações anteriores, Flávio já afirmou que promoveria um “tesouraço” nas contas públicas, com intenção de privatizar até 95% das estatais. A equipe do atual senador da República pelo Rio de Janeiro evita discutir publicamente o plano.