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Lula põe Planalto em modo 2026 ao reconfirmar Alckmin
Lula põe Planalto em modo 2026 ao reconfirmar Alckmin
Por Administrador
Publicado em 02/04/2026 10:57
POLITICA
Lula põe Planalto em modo 2026 ao reconfirmar Alckmin

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fechou na terça-feira (31) a repetição da chapa com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e amarrou, no mesmo movimento, a troca de ministros exigida pelo calendário eleitoral. Com baixas já confirmadas na Esplanada, o Planalto entrou de vez em modo 2026.

Na primeira reunião ministerial de 2026, Lula confirmou Alckmin outra vez na vice e informou que pelo menos 18 dos 37 ministros deixarão os cargos para disputar a eleição de outubro. Também avisou que não abrirá um “novo ministério” no fim do mandato e que a máquina seguirá com nomes da equipe já instalada.

A chave jurídica desse rearranjo é a desincompatibilização. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informa que, em vários casos, o afastamento precisa ocorrer até esta sexta-feira (4), seis meses antes do primeiro turno, para impedir uso da estrutura pública em favor de candidaturas.

No caso de Alckmin, a mudança atinge o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, pasta que ele acumulava com a Vice-Presidência. Como vice, ele pode seguir no cargo institucional e disputar a reeleição ao lado de Lula.

Na Educação, Lula anunciou na segunda-feira (30) Leonardo Barchini para suceder o ministro Camilo Santana (PT-CE), que deixará o MEC para atuar na campanha eleitoral. No Meio Ambiente, a exoneração da ministra Marina Silva (Rede) foi publicada na quarta-feira (1º), com João Paulo Capobianco assumindo a pasta.

No coração da articulação política, a ministra Gleisi Hoffmann (PT-PR) já havia confirmado que deixaria a Secretaria de Relações Institucionais nesta quinta-feira (2) para disputar o Senado pelo Paraná. A saída alcança um dos postos mais sensíveis do governo justamente quando a sucessão passa a ordenar a rotina do Planalto.

Ao manter Alckmin, Lula preserva a fórmula de 2022 e evita abrir uma guerra lateral pela vice. O Blog do Esmael apurou que havia pressão para troca por um nome de partido maior à direita, mas o presidente preferiu sustentar a aliança com o ex-tucano, vista como peça importante para a frente ampla, para o empresariado e para o Sudeste. Essa leitura é uma inferência a partir das pressões relatadas e do papel político atribuído a Alckmin na campanha e no governo.

O recado político saiu sem rodeio. Lula decidiu entrar na disputa com a cabeça de chapa resolvida e com ministros espalhados pelos estados para defender o legado do governo. A eleição ainda não começou formalmente, mas o Planalto já passou a funcionar sob calendário de urna. Essa conclusão decorre da confirmação da chapa, do volume de trocas na Esplanada e do prazo eleitoral imposto pelo TSE.

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