Os deputados federais do Paraná, Filipe Barros Baptista de Toledo Ribeiro (PL), Fernando Giacobo (PL), Sebastião Henrique Medeiros de Oliveira (PP), o Tião Medeiros, e Nelsi Conguetto Maria (Progressistas), o Vermelho, integram a lista de 129 parlamentares que, em 10 de abril de 2024, votaram contra a manutenção da prisão preventiva de Chiquinho Brazão na Câmara dos Deputados
Naquela ocasião, o plenário referendou por 277 votos favoráveis, 129 contrários e 28 abstenções a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a detenção do então deputado acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ) e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em 14 de março de 2018 . O Partido Liberal (PL) orientou sua bancada pelo "não" à prisão, posição seguida por Filipe Barros e Giacobo, enquanto Tião Medeiros (PP) e Vermelho (Progressistas) também figuraram entre os contrários à reclusão do colega .
Passados quase dois anos daquela votação, a Primeira Turma do STF concluiu nesta quarta-feira (25) o julgamento que condenou Chiquinho Brazão e seu irmão Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão cada um, pelos crimes de duplo homicídio qualificado, tentativa de homicídio contra a assessora Fernanda Chaves e integração a organização criminosa armada .
O relator, ministro Alexandre de Moraes, foi acompanhado por unanimidade pelos ministros Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, que reconheceram a motivação política do crime: a vereadora foi morta por sua atuação contra interesses de milicianos ligados à grilagem de terras na zona oeste do Rio de Janeiro . Também foram condenados o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa (18 anos por obstrução de justiça e corrupção), o major Ronald Alves de Paula (56 anos) e o ex-assessor Robson Calixto (9 anos) .
