O clima esquentou entre servidores estaduais do Paraná e o governo de Ratinho Júnior. Nos corredores das escolas, o comentário é um só: “Se a realidade não ajuda, passa um pó e divulga o número”.
Professores e funcionários da rede estadual afirmam que os resultados divulgados pelo Palácio Iguaçu parecem propaganda de perfume importado — bonitos no comercial, mas difíceis de encontrar na prateleira da vida real. Segundo eles, falta estrutura, sobram metas e a pressão virou conteúdo transversal.
Educação nota 10… no PowerPoint
Enquanto o governo comemora índices e rankings, parte dos educadores diz que a situação nas escolas inclui:
Salas lotadas
Burocracia em excesso
Plataformas digitais que travam mais que internet rural
Adoecimento crescente de profissionais
“Se maquiagem desse IDEB, já estávamos concorrendo com a Finlândia”, ironizou um servidor que pediu para não ser identificado — talvez para não precisar de corretivo depois.
Governo diz que números mostram avanço
Do outro lado, a gestão estadual sustenta que o Paraná tem apresentado bons resultados educacionais e que as políticas implementadas modernizam a rede. Para o Executivo, os indicadores comprovam que o estado está no caminho certo.
Já os críticos dizem que o caminho pode até estar asfaltado… mas a escola ainda está cheia de buracos.
Clima de bastidor
Entre discursos otimistas e protestos pontuais organizados por sindicatos da categoria, o debate segue em alta temperatura. Servidores afirmam que querem menos marketing e mais investimento direto na sala de aula.
Enquanto isso, a “disciplina” mais comentada nos bastidores não é matemática nem português — é produção de imagem.
No fim das contas, a pergunta que fica é simples:
A educação do Paraná está brilhando… ou só usando iluminador demais?