Nos últimos dois anos, um movimento silencioso começou a se intensificar na fronteira do Brasil com o Paraguai, famílias inteiras, aposentados, empreendedores digitais e pequenos empresários estão trocando o Brasil pelo Paraguai e os números confirmam isso.
Segundo dados oficiais de imigração paraguaia, o número de brasileiros solicitando residência temporária e permanente cresceu de forma expressiva após 2023, com novo pico em 2025.
Não se trata de fuga aleatória, mas de decisão estratégica, o principal motivo é econômico.
O Paraguai possui um dos sistemas tributários mais simples da América do Sul: imposto de renda baixo, ausência de tributação sobre dividendos para residentes fiscais e custo operacional reduzido para empresas e profissionais autônomos.
O custo de vida também pesa.
Aluguel, alimentação, escola e serviços básicos custam metade do que em grandes cidades brasileiras (dependendo da cidade Paraguaia).
Para quem trabalha remotamente ou vive de renda, a conta fecha rápido, outro fator decisivo é a facilidade migratória.
Brasileiros podem solicitar residência com poucos documentos, sem exigência de alto investimento inicial, em muitos casos, todo o processo é concluído em poucos meses.
Há ainda a questão da qualidade de vida: cidades mais tranquilas, menos violência urbana, trânsito reduzido e uma rotina considerada menos sufocante por quem sai dos grandes centros brasileiros.
Muitos mantêm negócios, família e patrimônio no país de origem, mas escolhem morar onde o sistema pesa menos no dia a dia.
O Paraguai virou, para milhares de brasileiros, aquilo que poucos países oferecem hoje: simplicidade, previsibilidade e custo baixo para viver.
