Entre 1980 e 2020 ocorreu uma das maiores transformações sociais já registradas: cerca de 800 milhões de pessoas deixaram a pobreza extrema na China, segundo dados do Banco Mundial. Para ter dimensão, é mais do que o dobro da população atual dos Estados Unidos.
O processo começou após reformas econômicas iniciadas no fim da década de 1970. O país passou a permitir atividade privada em escala maior, abriu zonas industriais e ampliou o comércio internacional. O crescimento não veio de um único fator — foi uma combinação de mudanças estruturais ao longo de décadas.
Primeiro veio a modernização agrícola.
Produtores puderam vender excedentes, o que aumentou renda rural e produtividade. Em seguida ocorreu uma forte migração para cidades industriais, onde surgiram milhões de empregos manufatureiros.
Mas o ponto decisivo foi infraestrutura.
Estradas, energia elétrica, saneamento e telecomunicações chegaram a regiões antes isoladas. Quando transporte e eletricidade aparecem, empresas conseguem operar e a economia local passa a existir de forma contínua.
Programas públicos também tiveram papel importante:
* capacitação profissional
* incentivo à produção local
* integração de áreas rurais ao mercado
* expansão educacional
O crescimento econômico sustentado por décadas permitiu aumento gradual de renda média, reduzindo a parcela da população vivendo abaixo da linha internacional de pobreza.
Isso não significa ausência de problemas — desigualdade regional e custo de vida urbano ainda são desafios.
Mas em termos absolutos, trata-se da maior redução de pobreza já documentada em tão pouco tempo histórico.
Mudanças econômicas costumam parecer abstratas.
Aqui elas significaram algo concreto: centenas de milhões de pessoas passaram a ter acesso a moradia, alimentação regular e serviços básicos.
Fonte: Banco Mundial; relatórios internacionais de desenvolvimento econômico.
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