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Rafael Greca pode substituir Sergio Moro na União Progressista
Rafael Greca pode substituir Sergio Moro na União Progressista
Por Administrador
Publicado em 05/02/2026 09:05
POLITICA
Rafael Greca pode substituir Sergio Moro na União Progressista

Rafael Greca passou a ser tratado como alternativa concreta para substituir Sergio Moro na União Progressista na disputa pelo governo do Paraná. A articulação é conduzida pelo deputado federal Ricardo Barros, dirigente do PP no estado, após o veto definitivo do Progressistas à candidatura do ex-juiz da Lava Jato.

Ricardo Barros trabalha nos bastidores para atrair Rafael Greca ao Progressistas, oferecendo ao ex-prefeito a liderança da chapa ao Palácio Iguaçu. A movimentação avança em paralelo ao isolamento de Sergio Moro dentro da federação União Progressista.

Sobre a filiação, o ponto é objetivo. Greca precisa se filiar até 4 de abril para estar habilitado como candidato ao governo em 2026, segundo a legislação eleitoral.

O veto a Moro foi formalizado pela executiva estadual do Progressistas, por unanimidade, e comunicado à direção nacional da federação no início de dezembro passado. Sem o aval do PP no Paraná, a União Progressista não registra candidatura ao governo. O impasse levou Moro a avaliar rotas fora da federação ou a aceitar tutela política, cenário rechaçado por seus aliados.

É nesse espaço que Greca entra no radar. Para o PP, ele reúne recall eleitoral, experiência administrativa e trânsito institucional. Para Greca, a filiação ao Progressistas pode significar protagonismo imediato em um cenário no qual foi preterido na sucessão interna do PSD.

O desconforto no PSD é perceptível. O governador Ratinho Júnior indica preferência por outros nomes do grupo para 2026, empurrando Greca para uma posição secundária. Esse gesto abriu espaço para conversas externas e para a hipótese de uma saída competitiva.

A eventual filiação de Greca ao PP teria efeito imediato na sucessão estadual. Além de substituir Moro como opção da federação, enfraqueceria o PSD na capital e consolidaria o Progressistas como eixo da sucessão governista no Paraná. O movimento também reduz o risco de fissura interna na União Progressista ao oferecer um nome aceitável ao partido que detém o poder de veto.

O Progressistas deixou de apenas barrar Sergio Moro e passou a desenhar o substituto. Ao acenar com Rafael Greca, Ricardo Barros transforma um veto em projeto e acelera a disputa pelo Palácio Iguaçu. No Paraná, o prazo corre e a política não espera.

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