CADA UM COLHE O QUE PLANTA, QUEM PLANTAU PEDRAS; PEDRAS COLHERÁ.
O senador Sergio Moro (União Brasil-PR) procurou o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), em busca de apoio para a candidatura dele ao comando do estado neste ano. O encontro ocorreu em dezembro, depois de um evento no Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense.
A reportagem apurou que o senador pediu para conversar com o governador e, por terem uma relação institucional, Ratinho o recebeu. Na conversa, Moro pediu apoio para a candidatura. Apesar de ter aprovação de mais de 60%, o governador está no segundo mandato e não pode concorrer de novo. Os nomes do entorno dele não lideram as pesquisas, como o ex-juiz da Lava Jato.
Apesar desse cenário, Ratinho respondeu que “não existe clima” para o PSD paranaense apoiar a candidatura e deu ao menos dois motivos.
O governador paranaense explicou que tem um grupo político. Argumentou que Moro fez oposição ao PSD em Curitiba e em outras cidades importantes nas eleições municipais de 2024 por escolha e que agora não havia como o grupo político apoiar a tentativa dele de chegar ao Palácio Iguaçu.
Ratinho Jr. apontou para Moro ainda uma mágoa específica. Em 2024, o União Brasil queria apoiar a candidatura de Eduardo Pimentel (PSD) para a Prefeitura de Curitiba (PR), mas foi o senador quem vetou a possibilidade. Pimentel era o candidato do governador. Moro decidiu lançar Ney Leprevost ao comando da capital do Paraná e a esposa do senador, Rosangela Moro, como vice. A chapa ficou em quarto lugar na disputa.
Depois, no segundo turno entre Pimentel e Cristina Graeml (PMB), em Curitiba, Moro anunciou publicamente o apoio a Graeml, opositora do grupo de Ratinho Jr. Com esses episódios, o governador reforçou a inviabilidade de qualquer aliança entre ambos.