Os dados da nova pesquisa Genial Quaest mostram que a aprovação ao governo Lula, neste início de janeiro, tem uma base ancorada na vulnerabilidade social e dependência dos cofres públicos.
Em termos educacionais, o governo petista é amplamente aprovado entre eleitores que possuem apenas o ensino fundamental. Nesse grupo, são 59% os que aprovam a gestão e 37% os que reprovam. Os outros grupos de eleitores — com ensino médio (61% a 35%) e com ensino superior (54% a 44%) — reprovam amplamente a gestão petista.
Quando a análise é feita pela renda, o levantamento da Quaest mostra que Lula só é avaliado positivamente no grupo mais pobre do eleitorado, justamente os eleitores que ganham até dois salários mínimos: 58% de aprovação e 38% de desaprovação. Os outros grupos, com renda superior, rejeitam a gestão petista.
O levantamento também mostra o apoio ao governo petista por idade. Os mais jovens, que precisam de um país bem administrado e que estão na escala produtiva de vida, pagando impostos e convivendo com os serviços públicos oferecidos pela gestão petista, reprovam o governo. Nesse campo, apenas o grupo de idosos com 60 anos ou mais aprova o governo Lula.
Com esse quadro, é possível constatar que o eleitorado satisfeito com a gestão petista hoje é formado, em sua maioria por pessoas com baixa renda, pouco estudo e dependência importante de programas oficiais do governo.
Onde estão esses eleitores? Espalhados pelo país, claro, mas concentrados de modo importante num antigo e resiliente reduto eleitoral petista, o Nordeste.
Lula, segundo a pesquisa Quaest, enfrenta um mar de rejeição fora do eleitorado nordestino, como mostram os gráficos a seguir.
