O deputado federal Félix Mendonça Júnior (PDT-BA) é alvo da Polícia Federal nesta manhã, em operação que investiga uma organização criminosa suspeita de desvio de emendas parlamentares, corrupção e lavagem de dinheiro.
O que aconteceu
A PF encontrou indícios de que Mendonça Jr. se valia de seu secretário parlamentar, Marcelo Chaves, para negociar pagamentos de propina. Investigadores apresentaram indícios, ao STF (Supremo Tribunal Federal), de que o deputado do PDT recebeu propina direta e indiretamente por alocar emendas a, no mínimo, três municípios da Bahia.
São cumpridos nove mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, na Bahia e no Distrito Federal. O gabinete de Mendonça Jr na Câmara não é alvo. Os agentes foram a endereços vinculados ao parlamentar e a outros alvos. A nona fase da Operação Overclean da PF conta com o apoio da CGU (Controladoria Geral da União) e da Receita Federal.
Também foi determinado o sequestro de aproximadamente R$ 24 milhões, atingindo empresários, prefeitos e o secretário Marcelo Chaves. A PF informou, em nota, que o objetivo do bloqueio é "interromper a movimentação de valores de origem ilícita e preservar ativos para eventual reparação aos cofres públicos".
Os novos elementos apresentados pela PF fizeram com que o ministro Nunes Marques, relator do caso, autorizasse a operação de hoje. No final de junho do ano passado, o ministro do STF havia considerado que os indícios eram insuficientes para justificar uma busca contra o deputado. Os nomes dos alvos não foram divulgados pela PF.
Outro lado: a reportagem entrou em contato com o gabinete do deputado por telefone e e-mail e aguarda um posicionamento.
Os investigados poderão responder pelos crimes de: organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitações e contratos administrativos, além de lavagem de dinheiro.
Colaborou Fernanda Bassi, do UOL, em São Paulo.
