1° de Abril, dia da mentira: Bolsonaro mentiu 6.676 vezes em seu governo
1° de Abril, dia da mentira: Bolsonaro mentiu 6.676 vezes em seu governo
Por Administrador
Publicado em 02/04/2025 11:34
POLITICA

Estigmas e Fatos sobre Bolsonaro e Sua Estultícia

Estigmas nem sempre nascem da difamação, algumas vezes da observação de comportamentos constantes. Jair Bolsonaro se consolidou como o presidente mais desonesto da história do Brasil. Não é uma questão ideológica, mas uma constatação fundamentada em fatos amplamente documentados. Durante seu governo (2019-2022), mais de 6.600 de suas declarações foram verificadas e comprovadas como falsas ou distorcidas, conforme levantamento da agência de checagem "Aos Fatos", o que equivale a uma média de aproximadamente 4,58 mentiras diárias.

Esse padrão de desinformação não foi um acaso. Bolsonaro adotou uma estratégia sistemática de distorcer a realidade, contornando crises e abafando críticas. Embora o comportamento de figuras como Donald Trump também tenha sido marcado por falas insensatas, a abordagem de Bolsonaro foi ainda mais constante e, em certo sentido, refinada, estabelecendo um padrão de irracionalidade política que não se limitou apenas às palavras, mas também às ações.

Na América Latina, figuras como o presidente argentino Javier Milei seguem uma linha similar de comportamento, com posturas radicais e desmesuradas, mas sem alcançar a mesma constância de Bolsonaro. No entanto, a semelhança é clara: a desinformação e as atitudes irresponsáveis têm afetado a estabilidade política e social da região.

Se a mentira foi sua marca registrada, a irresponsabilidade diplomática também não ficou atrás. Em 2022, a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) foi autorizada a realizar uma operação de espionagem contra o Paraguai, com o objetivo de influenciar as negociações sobre as tarifas da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Embora a atual gestão da ABIN tenha encerrado a operação após tomar conhecimento do caso em 2023, o impacto na relação bilateral foi irreparável.

Essa espionagem não só afetou as relações diplomáticas, mas colocou em risco a estabilidade da fronteira. Não é a primeira vez que Bolsonaro prejudica a imagem de Foz do Iguaçu e complica a vida de sua população. Em 2020, ele afirmou publicamente que a cidade é uma "rota de terrorismo", um estigma perigoso que impacta diretamente a percepção internacional da região e dificulta seu desenvolvimento econômico e a convivência pacífica com os vizinhos.

O governo paraguaio, ao tomar conhecimento da espionagem, convocou o embaixador brasileiro para esclarecimentos e suspendeu as negociações sobre as tarifas da Itaipu até que o Brasil fornecesse explicações satisfatórias.Tal ação de Bolsonaro não só foi infantil, mas também uma violação direta da soberania do Paraguai e um desrespeito pela diplomacia internacional. Bolsonaro, em sua busca por poder, tratou as relações diplomáticas com a mesma indiferença com que tratou a verdade. O dano causado ao Brasil, especialmente a Foz do Iguaçu, foi mais do que uma falha política; foi um ato de irresponsabilidade histórica.

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