Estudar em outra cidade já é um desafio por si só, mas quando o transporte universitário se torna um problema constante, a situação se agrava ainda mais. Infelizmente, essa tem sido a realidade dos estudantes que dependem do ônibus universitário, que há tempos sofre com a falta de manutenção e frequentes quebras mecânicas.
O veículo, que deveria garantir um deslocamento seguro e eficiente, está cada vez mais sucateado, deixando alunos na mão em momentos críticos. Em diversas ocasiões, a única alternativa tem sido recorrer à carona de conhecidos ou até mesmo de estranhos para conseguir chegar à universidade e voltar para casa, que já estão cansados de receberem mensagem dos acadêmicos de ibema, pedindo carona toda semana.
A situação do ônibus ja seria grave por si só, mas o que torna tudo ainda pior é a total falta de responsabilidade da gestão atual de Ibema.
O mínimo que se espera de uma administração de ibema é que tome providências diante de um problema recorrente. No entanto, o que vemos é um descaso absoluto, e principalmente, a ausência de qualquer iniciativa para substituir o veículo por um em melhores condições.
Não dá mais para aceitar desculpas e promessas vazias. Se a gestão atual não é capaz de resolver essa questão, então precisa ser pressionada até que tome as medidas necessárias.
Alem de tudo isso, outro problema ainda mais preocupante tem surgido: a tentativa de silenciar os acadêmicos que se manifestam contra essa situação. Não bastasse termos que lidar com um ônibus sucateado, que quebra constantemente e nos obriga a depender de caronas para conseguir estudar, agora enfrentamos ameaças e represálias simplesmente por exigir nossos direitos.
É inadmissível que, em vez de buscar soluções, a gestão tente calar os estudantes. Reclamar de um serviço essencial, que deveria ser garantido com qualidade e segurança, não é um ato de rebeldia, mas sim de necessidade. O transporte é um direito, e apontar suas falhas não deveria ser motivo para medo ou intimidação.
O mínimo que se espera de uma gestão responsável é transparência, diálogo e, acima de tudo, ações concretas para resolver o problema. Tentar silenciar as críticas não vai consertar o ônibus quebrado nem garantir um transporte digno. Pelo contrário, só reforça a indignação e a necessidade de mobilização para exigir mudanças.
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